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Segredo revelado

Segredo revelado

23.01.10

''hypnose'' musical


segredo_revelado

Hoje, e antes que o blog comece a ganhar teias de aranha, decidi partilhar 4 músicas de um grupo musical que ''descobri'' recentemente.

Lá por ter dito que descobri uma banda, não fiquem já a pensar que sou como o Júlio Isidro(o meu nariz nem é assim tão grande), que, ao que parece, descobriu uma enormidade de fenómenos musicais nacionais. Não, também não sou caça- talentos! Sou só alguém que, numa das suas visitas ao youtube, por mero acaso, ''esbarrou'' neste grupo.

O grupo, Hypnogaja, é uma banda de rock, com origens em Los Angeles, tornou-se conhecido depois de ter tido algumas das suas músicas a fazerem parte da banda sonora de várias séries de TV, como por exemplo , ''Sexo e a cidade'' e ''Tru caling'', que tem um nome diferente em Portugal.

Apesar da avaliação da qualidade de uma música ser algo muito pessoal, dependendo dos gostos musicais, da cultura e do estado de espírito de cada um que a ouve, por mim, estão aprovadas. Fiquei''hypnotizado!

Ouçam e descubram a ''hypnose'' musical dos Hypnogaja...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14.01.10

a fertilidade da fé


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AVISO: Clérigos, beatos, beatas, fanáticos religiosos e outros , recomenda-se que , caso não tenham um bocadinho, por pouco que seja, de sentido de humor, que não leiam este post. Se, ignorando o aviso, decidirem ler, o autor do post não se responsabiliza!

...

 

Ora, agora que já garanti que só duas ou três pessoas vão ler esta minha teoria, passo a explicá-la...

Há uns dias atrás, no decorrer de uma animada conversa no msn, já nem sei bem porquê (sei sim, mas não vou aqui revelar que teve a ver com um forte assédio e que eu estava a ser vitima) , a conversa foi parar a assuntos religiosos, nomeadamente aos seminários religiosos.

Dei por mim a constatar uma coisa. Acho que deve haver pouca gente que não saiba o que é um seminário, mas de todos os que possam saber, incluindo eu, poucos devem saber a origem da palavra seminário.

Porque é que um seminário se chama seminário e não se chama outro nome qualquer, tipo ''padrário'' ou algo do género?

Sabem? Pois eu também não sei, mas tenho a minha própria teoria que serviu para encontrar uma razão lógica para que se chame assim.

 Se procurarem num dicionário, a palavra seminário define ''o estabelecimento onde recebem instrução os jovens que se destinam à carreira eclesiástica'' , mas isso já quase todos sabemos. E o motivo pelo qual esse estabelecimento se chama seminário, qual é?

Ora bem... É aí que entra a minha teoria...

Nesse estabelecimento de ensino, encontram-se jovens do sexo masculino, jovens esses que pretendem, quase sempre depois de terem sentido um ''chamamento'' que lhes despertou a sua vocação religiosa, vir a ser padres.

A entrada num seminário, se tivermos em consideração que ainda são muito jovens e que, ao abraçarem uma vida religiosa , visando serem futuros padres, terão que abdicar dos prazeres carnais e das tentações que as hormonas insistem em não deixar esquecer, não deve ser pêra fácil.

Jovens, com todo o vigor e agitação hormonal característicos de qualquer jovem, renunciam aos prazeres da carne e assumem um voto de castidade, contrariando todos os sinais  que a mãe Natureza, a biologia e o seu próprio corpo lhes dá. Admitamos que são uns valentes!

Agora pensem comigo ( vamos fazer uma gigantesca nuvem de fumo )....

  

O que acontece a jovens, ou não tão jovens, como os que costumam entrar para um seminário, que não têm relações sexuais ou não pratiquem o auto estimulo sexual (vulgo masturbação) ??  Vá, não sejam tímidos, nem falsos pudicos! Que acontece?!

Acumulam sémen! Certo? Concordam comigo?

Se concordaram ,então vai ser fácil chegarem à mesma conclusão a que eu cheguei...

Um ''estabelecimento onde recebem instrução os jovens que se destinam à carreira eclesiástica'' , chama-se seminário e não outra coisa qualquer, porque esses jovens estudantes que se destinam à carreira eclesiástica..... acumulam sémen.

Não vos parece lógico? A mim pareceu!

Se não concordaram, lamento que, aí no seminário, não vos tenham incutido um pouquinho de sentido de humor e não tenham explicado que eu não passo de um parvo qualquer, que resolveu desatinar com a origem da palavra seminário.  

Habemus parvum!

 

 

  

 

 

 

 

 

 

segredo revelado: Para que não saiam daqui a chamar-me parvo, caso não o tivessem já feito em posts anteriores, nem  a dizer que eu não vos ensinei nada de útil, seguem-se as transcrições...

''Seminário, do latim seminarìu-, «viveiro de plantas».''
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''Seminário é o nome que é dado, na Igreja Católica aos centros de formação dos seus ministros sagrados: subdiáconos, diáconos e presbíteros , vulgarmente chamados padres . Têm a sua origem no Concilio  de Trento, realizado no século XVI  que prescreveu a necessidade de os ministros católicos receberem uma formação intelectual, humana, espiritual e pastoral sólida.''

...

'' Há diversos tipos de seminários: os seminários menores recebem alunos mais novos, que não estão ainda em idade para estudar no ensino superior. Os seminários maiores incluem os alunos que estão já na última etapa da sua formação para o sacerdócio e que frequentam o curso superior de Teologia.''

...

'' A vida dentro de um seminário divide-se entre alguns tempos de oração, sobretudo de manhã, a missa diária, as aulas, os tempos de convívio, de estudo, de preparação de actividades pastorais nas paróquias.''

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As coisas que a Wikipédia sabe!  

 

10.01.10

casamentos ''alegres'' - o noivo pode beijar o noivo


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 Diz-se que o Amor é incondicional e não se deve limitar ao gostar do aspecto físico de alguém...

Diz-se que o Amor , salvo raras excepções, nos eleva a auto estima, nos faz sentir bem, nos faz sorrir mais, ser mais tolerantes,...

Diz-se que o Amor não vê com os mesmos olhos da cara, não olha a religiões, não olha a idades, não olha a situações...

O Amor, por ser Amor, acontece porque sim, porque tem que acontecer... 

O mais usual é que aconteça entre seres de sexos diferentes. homem e mulher.É esse  o Amor ''modelo'' e socialmente mais visto e aceite, mas isso não invalida que haja quem ame alguém do mesmo sexo. Um homem pode amar um homem e uma mulher outra mulher, sem que isso deva ser um factor de discriminação social/civil.

Quando há Amor, e depois da fase, mais ou menos longa, do namoro, é frequente que duas pessoas que se amam pensem em casar ou em viver em união de facto. O casamento é o acto civil ou religioso que visa oficializar publicamente, perante Deus e/ou o Estado, a união, o Amor entre duas pessoas. Este é o conceito mais lírico e cor-de-rosa, porque na realidade, o casamento e a união de facto, não são mais do que contratos celebrados entre duas pessoas que têm em comum o facto de se amarem , passando a ter direitos e deveres advindos do acto ser oficializado legalmente. 

Ora...Se um casal hetero, um casal dito normal, seja lá isso o que for, pode casar ou viver em união de facto, porque não pode fazer isso um outro casal, constituído por pessoas igualmente detentoras de direitos e deveres, que se ama de igual modo e que têm, de acordo com a Constituição, o mesmo direito a serem felizes

Pessoalmente, apesar de não estar incluído no grupo gay/lésbico a que a nova lei do casamento se aplica, sou a favor de que também eles se possam casar.

Independentemente das opções sexuais de cada um, somos todos cidadãos de um mesmo país, sejamos heteros, gays ou bissexuais.

Apesar de não me chocar a aprovação desta nova lei, não me é difícil perceber que hajam muitas pessoas que se sintam chocadas e sejam contra. Portugal , e os países da Europa mais a Sul, é um país onde muitos assuntos ainda são verdadeiros tabus. A mesma história que faz de nós um país com muitos séculos de tradições enraizadas na nossa cultura actual, também faz com que a mentalidade do nosso povo, por muito que se tenha modernizado e acompanhado a evolução dos tempos, ainda não consiga ''encaixar'' temas como a homossexualidade, eutanásia, aborto,.. e , de há tempos para cá, o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

 

Noutros países, onde as mentalidades e a ideologia é muito mais liberal, há muito menos pudor em lidar com este tipo de temas. Países do Norte da Europa, tal como a Islândia, onde a 1ª ministra (ou Presidente . já não lembro), assumiu publicamente que era lésbica, aceitam com um maior à vontade a implementação destas leis que visam fazer aumentar a igualdade entre as pessoas.

Em Portugal , um país com uma ''jovem '' democracia de apenas 36 anos, mas com uma população envelhecida e habituada a tempos de menor liberdade e ostentação dessa liberdade, não é de estranhar que se mude com maior facilidade uma lei, do que a mentalidade de milhões de pessoas que não a aceitam, talvez por nem sequer a entenderem muito bem.

O meu pai, alguém que viveu nos tempos da ditadura, tendo inclusive combatido na Guerra Colonial , e que acompanhou o crescer da nossa democracia é um bom exemplo de um cidadão que se choca e é contra a aprovação da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo. A geração dele pensa quase toda assim, mas isso nem é de admirar, se pensarmos que há poucos anos atrás, já em plena democracia, um grupo de jovens espancou e matou um travesti, por simples diversão e por discriminação.

Muitas das coisas que fogem às ''ditaduras'' das maiorias, são encaradas com preconceito. Numa sociedade que se diz ser moderna e tolerante, é preciso que se fale de emigração, de racismo, da liberalização do consumo de drogas leves, de eutanásia, de Sida, de aborto ou de casamentos gay, para ficar bem claro que ainda somos um povo com ideias retrógradas e discriminatórias perante aquilo que é a opção e a realidade de vida de minorias.

Antes que fique a ideia de que sou um modelo de virtudes e  que sou ultra modernista, aproveito para esclarecer que aceitar a lei que aprova o casamento gay, não significa, por exemplo, que concorde que casais de pessoas do mesmo sexo tenham o mesmo tipo de facilidades na adopção , que outros casais têm. Afinal também sou retrógrado e discriminador nalgumas coisas.

Não questiono que um casal do mesmo sexo não possa fazer um desempenho tão bom no seu papel como educador e como ''fornecedor'' de carinho e protecção a uma criança, como faria um casal hetero. O que questiono, talvez por desconhecimento, é se uma criança, inserida num ambiente familiar onde tem dois pais ou duas mães, terá um crescimento tão ''normal'' e equilibrado como uma outra criança inserida numa família dita tradicional.

Será que a criança não se sentirá diferente? Será que outras crianças e adultos não a tratarão de modo diferente também? Será que o assimilar da realidade da sua família com 2 pais do mesmo sexo , pode influenciar a sua noção de família e de opção sexual?

Sei que estas dúvidas têm o seu quê de discriminação, mas é com base nelas que tenho sérias reservas quanto à adopção por parte de casais gay.

Quanto à lei do casamento, volto a frisar, sou a favor. Resta esperar é que, usando esta lei como ''arma'', não venhamos a assistir a um show mediático de casamentos, com o único propósito de mudar mentalidades e aparecer num jornal ou revista.

Esta minha conclusão leva-me de novo ao inicio deste post e à condição mais importante para que duas pessoas, seja qual for o sexo delas, se casem...

É preciso haver Amor!

 

 

 

 

 

segredo revelado: Em virtude de uma profissão que já exerci, nomeadamente na construção civil, já tive ocasião de , durante umas semanas, ter trabalhado na casa de um casal gay holandês.

Antes de termos ido para lá trabalhar, tanto o meu patrão como o meu irmão, que trabalhava onde  eu, me diziam que íamos trabalhar para a casa de uns ''maricas'' que viviam juntos.

Sempre levei aquilo para a brincadeira, até ao dia em que para lá fomos trabalhar e pude constatar que era mesmo um casal gay.

Era uma casa num sitio recatado, no fim de uma pequena aldeia, uma casa absolutamente normal, sem paredes cor-de-rosa, florezinhas, símbolos fálicos, cd com a música ''ymca'' e outros pormenores que são tantas vezes associados aos gays.

Eles, os holandeses, não tinham trejeitos ''amaricados''. Não usavam roupas floridas e extravagantes, não dependuravam a mão , não metiam mãos nas ancas, não davam a mão, não se beijavam, não se tratavam por nomes carinhosos...

Resumindo... Eram dois homens que se amavam e que por isso viviam juntos na casa comprada e mandada construir por ambos. Aquele era o seu lar, mas nem por isso eles davam mostras públicas do que sentiam e da sua relação como casal, mantendo-se sempre discretos, sempre felizes.

Há quem tenha medo que, só por estar junto a um gay ou a uma lésbica, fique a partilhar das suas tendências ou que venha a ser assediado por eles, mas esse medo é um sinal de insegurança e de discriminação.

Eu, o meu irmão e o nosso patrão, nas semanas que trabalhámos para esse casal gay, nunca sentimos qualquer tipo de constrangimento , medo de assédio ou necessidade de fugir de alguma situação mais embaraçosa ou inconveniente, em grande parte devido à postura assumida por eles.

São gays... vivem juntos... E se quiserem casar, qual o problema?! Se é que há problema, diz respeito só a eles e não vai (nem deve) afectar a vida de mais ninguém, goste-se ou não da ideia de saber que duas pessoas de sexo igual se podem casar.

Importa é que sejam felizes, pois a felicidade não é só destinada a casais hetero. mas sim a todos que se amam.

 

06.01.10

sonhos de criança


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Deitado no escuro...

Pés gelados, a contrastar com ideias em ebulição...

No reflexo da Lua vejo previsões do futuro...

Até que o tecto do quarto me devolve à razão...

 

O futuro é incerto, quase sempre aquém das expectativas...

Por isso, há que aprender a viver o hoje e o agora...

Como se fosse um gatos, prestes a esgotar as 7 vidas...

Para quê planejar, adiar, esperar, se posso já estar morto daqui a uma hora?!

 

Mãos sobre o peito, como quem protege algo secreto e sagrado ...

Mas ali não há nada de divino, nem nada a esconder...

Há pele quente, ossos que sinto , mas não vejo...

Há um coração que já foi forte, fraco...vencedor, vencido...cheio de amor, destroçado...

Há sangue, sangue que já gelou e que já esteve a ferver...

Há a lembrança de pessoas e de lugares que almejo...

 

A chuva, companhia sonora de noites de Inverno, cai lá fora...

Indiferente a dilúvios emocionais que se fazem sentir ...

Chega quando quer e só se vai quando o céu já não chora...

Entretém-me os minutos em que ouço as gotas nas biqueiras a cair...

 

Anseio pela chegada de uma noite bem dormida...

Com sonhos, não importa a cor que tenham, desde que tenham um final feliz....

Desejo para os sonhos aquilo que todos desejamos para a vida...

Um final feliz, como tinham as histórias que ouvia quando era petiz...

 

  

 

Príncipes e princesas, fábulas, castelos e dragões...

Histórias de amizade, de amor, de fantasia pura e de encantar...

Haviam bons , maus e vilões...

E , no final, havia sempre uma moral da história para recordar...

 

O Bem vence o Mal...O Amor sobrepõe-se ao Ódio...

A Justiça nuca falha... Os amigos e a família são os nossos pilares...

Às pessoas de bem é-lhes reservado um lugar no pódio...

Às outras está reservado o Inferno e outros maus lugares....

 

Tenho saudades desses tempos em que acreditava em tudo isso...

Nessa altura era tudo mais fácil, mais simples e com mais sorrisos...

Os pais eram mágicos que resolviam tudo, como se fizessem um feitiço...

 

À medida que cresci , fui deixando pelo caminho muitas ilusões de criança...

Hoje sei que o Mundo não é assim tão perfeito e justo...

E que há quem morra depois da Esperança...

E que nem tudo se compra ou vende, mas quase tudo tem um custo...

 

Estes momentos, como o de agora, em que divagar e recordar...

São uma pedrada no charco que é esta vida de adulto...

E fazem-me ser de novo aquela criança, pelo menos até acordar...

 

  

 

 

 

01.01.10

que las hay, hay!!


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Numa época e numa sociedade , onde o individualismo se sobrepõe ao colectivo, é cada vez mais raro encontrar alguém que não se enquadre neste egoísmo e mediocridade de valores, tão característicos de todos aqueles que são ''vulgares'' e individualistas.

Nem sempre a excepção é melhor do que a regra, embora a confirme , mas há casos, há pessoas que , por serem excepção, são melhores do que a regra. São casos, são pessoas... especiais!

Os casos, e casos há muitos, dos mais variados tipos, inclusivé a recepção de propostas para ter casos amorosos, ficam para uma próxima vez. Talvez nessa altura já tenha havido alguma proposta  e eu tenha assunto sobre o qual possa escrever com conhecimento de causa

Hoje, embebido (não confundam com embebedado ou com bem bebido) pelo espírito de Natal , pelo inicio de um novo ano e por uma sensação de bem estar, apetece-me escrever sobre pessoas especiais e excepcionais. As duas coisas andam interligadas, pois não há excepção que não seja especial, nem há ninguém que seja especial , sem ser uma excepção à grande maioria das pessoas com quem nos cruzamos

.

 

Até os mais incrédulos na boa índole das pessoas e na existência de pessoas que surpreendem por serem bem formadas e por terem um conjunto de características que parecem estar a cair em desuso, acreditam ''que las hay''. E ''hay mismo''!

Eu, e muitos dos que possam vir a ler estas palavras, nalgum ,ou em vários momentos da vida, já me cruzei  com pessoas que considerei especiais.

Algumas dessas pessoas, algumas delas aparecidas nos momentos e nos locais mais inesperados, outras, conhecidas desde sempre, mantiveram a sua condição de serem especiais, mesmo se o passar do tempo, a idade, a distância física ou a distância de ideias pareciam ser factores de afastamento .

Se achamos alguém especial, isso não obriga a que esse alguém seja uma cópia de nós mesmos. Nas diferenças e, mais ainda, no saber ultrapassar essas diferenças, sem que isso afecte a interacção entre as pessoas, também se ganha e reforça a certeza de quão especial é alguém

.

 

No  período de tempo de duração de uma vida, por muito longa e preenchida que essa vida seja, são poucas as pessoas que nos deixam ensinamentos e memórias que perdurem no tempo. A maioria daqueles que conhecemos e com quem lidamos , por muito que nos mereçam respeito e admiração, são ''pão sem sal''.Alimentam-nos , ajudam a saciar, mas, bem vistas as coisas, têm falta de tempero, de algo que os torne especiais.

Dividir as pessoas em categorias , pode parecer ( e se calhar é mesmo) falta de respeito, mas, se formos honestos connosco próprios, fazemos isso a toda a hora e momento, no trabalho, na vida social, nas amizades, no quantificar/qualificar do talento , e até na família há essa divisão.

A hegemonia, se faz sentido em certas circunstâncias, é algo que se pode dispensar na importância que damos às diferentes pessoas que conhecemos. Ninguém é igual a ninguém, nem mesmo os gémeos, e isso reflecte-se na criação de empatias e no amadurecimento de relações com A, B e C, mas não com D e E.

Nalguns casos, por obra do instinto ou de qualquer outra sensação, há uma antipatia tão forte que nem é possível o estabelecimento de qualquer vínculo , por mais ténue que seja.

Noutros casos, as pessoas são de tal modo especiais , que não estão ao alcance da nossa compreensão, acabando por terem uma passagem curta e fugaz na nossa vida.

 

É por assumir que faço uma distinção da importância que dou às pessoas com quem me cruzo, que, sem pretender desrespeitar ou menosprezar todas aquelas pessoas com quem me cruzo, mas que me são um pouco indiferentes, que quero homenagear todas as outras pessoas que considero especiais.

Algumas delas nunca irão ler estas palavras, outras vão ler e sentir que se dirigem a si e ainda há outras que vão ficar tão indiferentes a este texto, como eu sou indiferente para elas e elas para mim.

São demasiadas as vezes em que, por pressupormos que os outros sabem, não dizemos a alguém o quanto é especial e importante para nós. Muitas até sabem, mesmo sem lhes dizermos, mas é sempre bom de ouvir, sentir que, neste mundo onde até as pessoas são vistas como coisas descartáveis, alguém nos valoriza, nos acarinha e nos acha especiais.

Espero que aquelas pessoas que nunca vão ler estas frases, e também as que as vão ler, tenham sentido, noutra altura, de outras maneiras, o quanto as acho especiais.

 

 

 

 

segredo revelado: Mesmo que não o seja para mais ninguém, para mim, este é um texto especial, com palavras simples , até porque nestas ''homenagens'' parecem sempre faltar as palavras certas, dedicadas a pessoas especiais.

Espero, tanto para mim, como para todos aqueles por quem nutro carinho, que 2010 seja um ano de mais e maiores conquistas, de mais e mais ''rasgados'' sorrisos, de muita e boa saúde, de uns quantos euritos que bastem para registar o Euromilhões e vir a ser milionário, de amor, de amizades, de sonhos realizados e de tudo o mais que possa fazer de 2010 um ano muito melhor do que foi 2009.

A todos vós , bom 2010!